Neste domingo, o Brasil definiu quem estará à frente da Presidência da República pelos próximos quatro anos. Mais uma vez, a vontade popular se manifestou por meio do voto, instrumento essencial de legitimidade do poder em uma democracia.
Desde 1989, quando os brasileiros voltaram a escolher diretamente seu presidente após a ditadura militar, temos vivenciado a alternância de forças políticas dentro das regras do processo eleitoral. Concordemos ou não com o resultado, é preciso reconhecer: a democracia se sustenta no respeito às instituições, à Constituição Federal e à soberania popular.
Isso não significa ignorar controvérsias ou deixar de questionar decisões institucionais. O debate e a fiscalização são próprios de uma sociedade livre. Entretanto, toda intervenção que possa suscitar dúvidas sobre a imparcialidade ou a legitimidade do processo merece reflexão, pois a confiança nas instituições é um patrimônio que precisa ser preservado por todos.
A eleição deste ano também ficará marcada por acontecimentos históricos, pela mobilização popular e pelo protagonismo de milhões de brasileiros que foram às urnas exercer seu direito de escolha. São demonstrações de que, apesar das divergências e dos desafios, a participação cidadã continua sendo um dos pilares da vida democrática.
Ao presidente eleito, nossos votos de um governo profícuo, pautado pela responsabilidade, pelo diálogo e pela capacidade de unir o país. A Presidência da República não pertence a um partido, a uma corrente ideológica ou a uma parcela da população. Seu compromisso deve ser com todos os brasileiros.
Que as promessas se transformem em realizações, que a esperança se converta em oportunidades e que a pacificação nacional deixe de ser apenas um discurso para se tornar uma prática cotidiana.
A democracia não exige que pensemos da mesma maneira. Exige que saibamos conviver com nossas diferenças, respeitar as regras e compreender que o interesse coletivo deve estar acima das disputas circunstanciais.
A democracia não está em jogo quando o resultado das urnas nos agrada ou desagrada. Ela se fortalece quando, independentemente de quem vence, somos capazes de respeitar a vontade popular e defender as instituições que sustentam o Estado Democrático de Direito.
Enfim, mais uma vez, que vença o Brasil. E que a democracia continue sendo o nosso maior compromisso!
