Um dos julgamentos mais importantes dos últimos anos está em curso no STF e não é do ex-presidente.

Difícil falar em qualquer assunto hoje em dia, sem falar de uma mudança no comportamento das pessoas, principalmente dos jovens. E uma das mudanças mais importantes é a nova forma de trabalho, através da chamada “pejotização”.

Durante o governo Temer, o Congresso Nacional aprovou a tão esperada reforma trabalhista, que trouxe entre outras inovações a possibilidade do trabalho através de contratos entre pessoas jurídicas. A inovação proporcionou que muitas pessoas deixassem de lado a CLT, resquício da ditadura de Getúlio Vargas e seus rompantes a la Mussolini e sua carta del lavoro, e adotassem essa modalidade que permite ao trabalhador ser mais independente, sem estar diretamente ligado à subordinação, fazendo seus próprios horários e trabalhando mais por metas a serem cumpridas.

Dia desses ouvi um jovem dizendo que jamais tralharia sendo CLT, que gosta de fazer seus horários e ser “dono da sua vida”. Não que eu concorde plenamente, mas que é uma mentalidade da geração Z, ah isso é.

Enquanto isso o Supremo Tribunal Federal está julgando um caso que uniformizará as relações de trabalho em todo o país. O fim ou a manutenção da “pejotização” está nas mãos dos senhores ministros e poderá impactar sobremaneira a vida de muita gente, principalmente de uma nova geração que entra no mercado já com essa visão diferente das relações de trabalho.

Enfim, muitos estão olhando para o STF pensando apenas no julgamento do ex-presidente e aqueles que estavam ao seu lado na tal “trama golpista”, e a própria imprensa corrobora com isso, mas muita coisa passa por lá e pode mudar o rumo da história enquanto a polarização política e suas disputas escondem ou “cegam” a sociedade sobre esses outros temas.