Planejar o futuro é a base para o sucesso de qualquer negócio, mas e quando falamos de família? O que podemos dizer?
Encontramos muitas pessoas dizendo em rodas de amigos ou até entre empresários que tomou essa ou aquela decisão para “proteger” seu patrimônio. Holdings, regime de bens, contratos de namoro, testamento, doação em vida, usufruto e etc. Tudo visando “blindar” seu patrimônio.
O que é melhor?
Como o Direito não é uma ciência exata, podemos dizer que cada caso é um caso. Tudo deve ser analisado com calma, discutido com profissionais e a tomada de decisão deve visar não só aquela “proteção” de patrimônio mas o futuro de casais, filhos, famílias, empresas e negócios. Saliento, ainda, que não existe blindagem patrimonial, como pensam alguns. O que é bom para mim, pode não ser para você e vice-versa. E o planejamento vai muito além de uma simples questão familiar. Muitos fatores devem ser analisados, o primeiro deles é justamente a paz familiar ou empresarial. Um bom planejamento deixará todos tranquilos quando do momento de uma sucessão.
Além disso, podemos afirmar que o Direito Sucessório no Brasil é cheio de lacunas, o que gera certa insegurança para quem quer organizar sua sucessão, mas muito mais do que isso tem o pavor do brasileiro em pensar na possibilidade de morrer. Uma situação impensada para algumas gerações é que a transmissão pode ocorrer independentemente da morte de alguém, não precisamos do “evento morte” para se planejar uma sucessão, pelo contrário, o planejamento deve acontecer muito antes disso, até mesmo no momento em que se inicia uma vida.
Como é um antigo tabu que agora começa a ser mais discutido, pensando-se no futuro, precisamos ter em mente que as incertezas de uma falta de planejamento podem levar uma empresa a situações difíceis e famílias a brigas generalizadas. Se o pensamento visar a paz um bom planejamento resolve questões de forma simples e antecipada.
Enfim, planejar significa evitar conflitos, facilitar a gestão e acima de tudo preparar o futuro.
