Os serviços de transportes ao longo dos últimos anos sofreram grandes transformações. Dos táxis, ônibus e aviões, para transporte por aplicativo, motofrete e agora o polêmico mototáxi.
Quando entramos num avião, num ônibus pu em qualquer outro meio de transporte público, estamos, tacitamente, assinando e concordando com um contrato de prestação de serviços de transporte.
Nos mais comuns, operados por empresas, cooperativas ou até mesmo empreendedores como os taxistas, qualquer problema você tem ali o seu contratado identificado.
Mas e nos casos dos transportes por aplicativo? Você faz uma chamada pelo telefone celular e aparece alguém que está na plataforma. Quem você está contratando? Num caso de acidente, numa fatalidade que leva a vida de alguém, quem se responsabilidade, contra quem ajuizamos uma ação ou lavramos um boletim de ocorrência? Quem é o responsável pelo seguro?
No último sábado tivemos um caso desses. Uma morte em consequência de acidente com mototáxi, um serviço que não é autorizado pela prefeitura da maior capital do país e funcionava por autorização judicial e que agora foi proibido pela própria justiça.
Quem será o responsável? O mototaxista? O aplicativo? A pessoa que abriu uma porta para descer do veículo em que estava? A justiça?
Respostas em vão, pois quem pagou com seu bem mais precioso foi uma mulher que, aos 24 anos, teve sua vida ceifada por acreditar que estava em segurança no transporte contratado.
Enfim, vidas não voltam! Consciência e responsabilidade estão acima de tudo.
