O Estatuto da Criança e do Adolescente surgiu em meados dos anos 1990, trazendo àquela época direitos e garantias para crianças e adolescentes. Eram outros tempos e por um bom período essa proteção estava de bom tamanho, quando seguida.
Mas com o passar do tempo e a revolução de informações e principalmente as mudanças trazidas pela tecnologia cada vez mais moderna escancarava a necessidade de uma nova regulamentação para nossos jovens serem protegidos.
E, mesmo que apenas depois de um chacoalhão dado pelo influencer Felca, ele chegou. O ECA Digital se tornou realidade, aprovado pelo congresso e sancionado pelo presidente da República.
Algumas alterações em 2008 já tinham trazido um certo endurecimento em alguns aspectos como, por exemplo, o simples armazenamento de material pornográfico protagonizado com quem deveria estar protegido – nossas crianças e adolescentes. Mas agora a coisa foi ainda maior.
A transformação digital mega ampliada e as mudanças que surgiram nos mostram praticamente um novo mundo. Internet, dispositivos móveis, redes sociais, jogos online e as plataformas de streaming mudaram radicalmente nosso dia a dia.
Pais não podem mais se furtar de suas responsabilidades. Famílias e sociedade têm papel preponderante e devem promover educação digital doméstica, reportar abusos e acima de tudo aumentar a cooperação com as escolas na busca de uma verdadeira transformação digital.
É hora de deixarmos de tratar crianças e adolescentes como bebês e torna-los verdadeiros cidadãos digitais.
