Já não é de hoje que vemos o aumento desenfreado do mundo digital. O início foi lento, quase como um bebê engatinhando por meses até se levantar.
Com os computadores começamos a modernizar relações, principalmente de trabalho, seguindo com a internet, e-mails, salas de bate papo, entre outros. O celular, veio como revolução na telefonia, quando pudemos falar de qualquer lugar sem depender dos antigos orelhões.
E assim caminhou a humanidade, cada vez mais digital, cada vez mais conectada, mas chegamos a um ponto onde a pergunta é:
ESTAMOS NO CAMINHO CERTO? EXISTE VOLTA?
A humanidade, com a vida cada vez mais facilitada também entra num momento de rompimento entre o real e o digital. Os relacionamentos passaram a ser mais digitais do que reais. Os namoros hoje não começam no olho no olho, a paquera foi substituída pelos aplicativos, onde se pega um cardápio, muitas vezes ilusório, e se escolhe o par ideal, só que não. Quando falamos com os adeptos, muitos dizem ser essa a única opção atualmente, outros têm medo de uma paquera ser confundida com assédio ou sabe-se lá o que.
E as relações existentes? Casamentos acabam pela troca do parceiro ou da parceira por um aparelho celular que, além de dar tudo o que a pessoa quer digitalmente, ainda fala ou mostra o que se quer ouvir através de inteligências artificiais programadas para levar seres humanos ao êxtase sem contato físico, ou pior, sem que haja êxtase algum.
Amantes hoje são digitais e já não são mais apenas seres humanos do outro lado da tela num relacionamento virtual entre duas pessoas. Os amantes são totalmente digitais, criados por IAs baseados em algoritmos. A vida das redes sociais são o objetivo a ser alcançado, o sucesso hoje depende do número de “likes” e ser “influenciador digital” é a profissão da moda.
Num mundo onde celulares têm de ser proibidos nas escolas para limitar o uso por crianças e adolescentes só podemos enxergar o caos como futuro. Educação é impor limites, mas como impor limites, se ao chegar em casa depois de, supostamente, ficar longe dos aparelhos o que os filhos veem são pais focados em aparelhos; jogando, trabalhando ou se divertindo e simplesmente abrindo mão do convívio para ficarem conectados?
Enfim, será que temos futuro?
